Dr Sin lança seu primeiro disco ao vivo – Revista Eletricidade

Dr Sin lança seu primeiro disco ao vivo

Eletricidade: Fale um pouco sobre onde e como rolaram as gravações desse disco?
Ivan Busic: As gravações rolaram depois que a gente teve acesso aos equipamentos de ADAT, que além de ficarem no estúdio, também são móveis. A gente começou a gravar alguns shows, desde a época do Aramaçã, e nós conseguimos coletar muitas músicas , só que a grande maioria, não que foi mal gravada, mas a execução não agradou muito.
Nós só ficamos felizes quando chegamos num consenso, mas até conseguir mixar e deixar do jeito que ficou, demorou. A gente gravou o Metropolitan, o show que a gente abriu no Olympia, o Imperator e também uns dois shows no interior .
Mas eu acho que o básico mesmo, acabou sendo o Metropolitan e o Imperator.

Eletricidade: Vocês tinham um monte de material na mão, como vocês fizeram para escolher esse repertório?
Ivan Busic: Demorou, bastante porque às vezes estava muito bem executado mas tinha algum problema de som na gravação, ou ainda tinha algum problema do jeito que a gente tocou mesmo, errou, então, não adiantava colocar, mas como tudo estava gravado em canais separados, teve a possibilidade de melhorar, cortar, então a gente teve boa chance de fazer o disco sair como nós queríamos.

Eletricidade: Vocês acham que tem alguma música que ficou faltando e que vocês não colocaram porque não tinha uma versão legal?
Ivan Busic: Várias, por exemplo, a gente gostaria de ter colocado “Silent Scream”, mas nenhuma execução ficou como nós queríamos, a “Emotional Catastrophe” mais legal que tinha também, teve vários problemas, então tinha algumas outras e a gente acabou chegando nessa aqui, que é de um Olympia antigo que nós fizemos.

Eletricidade: Esse é o momento na opinião de vocês de lançar um disco ao vivo?
Ivan Busic: Eu acho que o disco ao vivo pode ser lançado a qualquer momento, tem gente que lança um disco de estúdio e o outro já é ao vivo.
Não sei, talvez o ideal fosse esperar mais para lançar, mas nós estamos considerando este disco mais como um link entre os três primeiros e o próximo, talvez a gente faça mais uns três em estúdio e depois outro ao vivo.

Eletricidade: Fale um pouco sobre os projetos que vocês tem com o pessoal do Heloween…
Ivan Busic: Ontem mesmo nós falamos com o Roland Grapow e em setembro ou novembro, nós vamos até lá ou ele vem até aqui para participar do novo disco de estúdio do Dr Sin.
Ele veio até aqui no estúdio na época em que esteve aqui e então pode conhecer melhor o nosso trabalho e se mostrou um cara muito amigo, a gente gosta bastante do jeito que ele toca e acima de tudo da pessoa dele, porque para falar a verdade, eu nem conhecia direito o Helloween. Ele é um cara super legal está a fim de participar e nós ficamos super empolgados e como ele vai ter umas férias até novembro, antes da tournê do Helloween, então a gente deve estar fazendo isso, mas dentro do Dr Sin mesmo.
Porque a princípio ia ser uma banda paralela nossa com o Michael Vescera, ele e o Eduzinho, depois mudou toda a ideia, então ele só vai participar do nosso disco.

Eletricidade: Quem produziu esse disco ao vivo, foram vocês?
Ivan Busic: Na realidade, teve muita gente envolvida, então acaba muita gente produzindo. Basicamente foi a banda, o Robson que é o técnico de som, que fez as mixagens e o próprio Gilberto, nosso sócio no estúdio fez a supervisão geral e ajudou a gente na escolha das músicas com mais qualidade.

Eletricidade: Como está a carreira de vocês no exterior?
Ivan Busic: Atualmente no exterior o que rola mesmo é a Ásia, não está rolando nada na Europa, nem nos Estados Unidos agora.
Os contatos e as gravadoras, está havendo até um desrespeito no jeito de tratar as bandas, não é que eu prefiro não lançar se eu não ganhar dinheiro, mas eu acho que tem que haver um mínimo respeito, sentir que a pessoa vai te dar algo em troca, que você vale algo para a gravadora. Você pode lançar o seu trabalho onde quiser, nos EUA, vai até lá, os caras vão vender, 1.000, 10.000 cópias e vai ficar nisso.
Eu prefiro aguardar o momento certo e a pessoas certas para trabalhar e dar o valor que a banda merece.

Eletricidade: Sempre que vocês tocam tem uma porção de músicos na plateia que estão lá só para ver os erros. Eu sei que vocês sabem, mas isso incomoda vocês de alguma forma?
Ivan Busic: Acho que não, sempre vai ter aqueles músicos que vão assistir a gente, alguns que realmente querem ver o que a gente tem feito, apreciar algumas técnicas, e tem aqueles que tem ciúmes e até alguns com inveja, que vão lá, e ficam torcendo para que a gente erre, mas isso é normal, acho que às vezes a pessoa tem o direito de errar.
Principalmente quando a pessoa é nova, está começando a tocar ela passa por esse período de disputa, quem toca melhor, o meu guitarrista é mais rápido do que o seu, depois vai virando outra coisa, nós gostamos de ver que tem muitos músicos no show, porque enquanto tiver músicos é sinal que a gente ainda está tocando direito.

Eletricidade: E o próximo disco, o que podemos esperar?
Ivan Busic: A gente até deu uma parada de novo por causa de umas produções do estúdio aqui e o Eduzinho também está fazendo IVAN E ANDRIA BUSIC DA BANDA DR SIN - PHOTO BY REVISTA ELETRICIDADEmuitos workshops neste mês. Mas já tem umas treze músicas prontas, só faltam acabar algumas letras, é um estilo muito louco, mas seria um Heavy Metal fundido com progressivo, com um peso “extra-large”. Está bem pesado , progressivo, melodioso, acho que vai ser o disco mais interessante do Dr Sin.
Vai chamar a atenção tanto na parte musical, quanto na parte vocal e vai ser o mais legal.

Eletricidade: Vai ser uma coisa diferente de tudo o que vocês fizeram, ou vai ser alguma coisa na linha do Insinity, do Brutal?
Ivan Busic: Mais ou menos o Brutal, Insinity; é mais ou menos os nossos três CDs só que mais louco, mais maluco. As construções são mais complexas, os tempos que a gente está usando…
A gente sempre diz: o Dr Sin é o que a gente gosta de fazer, esse disco assim é como se fosse uma diversão mesmo, a gente tocando, tudo o que a gente quer tocar, aqui é pesado, aqui é progressivo, vai ser um disco pesado e progressivo, uma mistura dos três com um pouco mais de adrenalina que os três juntos.

Adriana Maraviglia
@drikared

 

Entre no Facebook e deixe seu comentário: