Comer, Rezar, Amar - Passeio ao invés de auto-descoberta - Revista Eletricidade

Comer, Rezar, Amar – Passeio ao invés de auto-descoberta

Liz Gilbert (Julia Roberts) é uma jornalista que escreve sobre turismo e de um momento para o outro decide que precisa mudar de vida.

Pede divórcio do marido (Billy Crudup) e depois de uma crise ainda pior, que termina com seu novo relacionamento com o ator David (James Franco); decide dar a si mesma um ano longe de tudo, estudando italiano, na Itália, fazendo meditação na Índia e finalmente retornando à Bali, aonde um curandeiro havia lhe prometido ensinar tudo o que sabia em troca de aulas de inglês.

Baseado no best-seller de auto-ajuda, homônimo, escrito por Liz Gilbert, que mostra o caminho percorrido pela autora rumo a plenitude; o filme tem antes de mais nada um fortíssimo apelo visual.

O diretor Ryan Murphy, o mesmo da série Glee, que também participou da adaptação do roteiro optou por não mergulhar muito fundo em maiores questionamentos filosóficos, religiosos e até mesmo psicológicos e o resultado é que ao invés de mostrar a viagem de auto descoberta, o que o filme acaba mostrando mesmo é turismo filmado.

E nesse aspecto dá show de imagens, da velha Roma com suas ruínas milenares à natureza multicolorida de Bali, passando antes pelo exotismo da Índia, tudo é bom de ver, mas parece um tanto raso, quase sem razão de ser.

E despido de seus aspectos mais profundos, o roteiro parece uma imensa colcha de retalhos, com personagens de forte carga dramática, como Richard (Richard Jenkins), que no filme acaba fazendo pouco mais do que uma “figuração” de luxo.

O próprio Javier Bardem, um excelente ator espanhol, domina muito bem seu personagem, Felipe, mas parece ter muita dificuldade para falar português; que não é a língua dele, faltou à produção aquele capricho extra que garantiria ao ator a segurança na hora de usar o idioma.

Como em Glee, existe uma boa trilha sonora marcando os bons momentos do passeio, mas infelizmente, não é sufciente para as expectativas geradas “no papel” por uma super produção, com um elenco do primeiro time, baseada em um dos livros favoritos de muita gente pelo mundo afora.

Adriana Maraviglia
@drikared

 

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