Forevermore – Novo disco do Whitesnake já é um clássico – Revista Eletricidade

Forevermore – Novo disco do Whitesnake já é um clássico

Apenas três anos depois do bom “Good to be Bad” (2008), o Whitesnake parece continuar navegando numa forte maré criativa e lança seu 11º disco, “Forevermore”; dentro do mesmo espírito que mantém sempre “fresca” a velha fórmula alquímica que depois de 33 anos de estrada ainda move a banda: riffs impiedosos sobre camadas generosas de bom hard rock e blues.

E na longa estrada do Whitesnake, sempre sob o comando de David Coverdale, existiram muitas coisas boas e ruins, até mesmo a normalmente não desejada, mas constante, alta rotatividade de seus músicos pode se apresentar como um fator positivo; porque ela serviu e serve para revelar ao mundo grandes talentos como o do guitarrista John Sykes.

Neste novo disco, como não poderia deixar de ser, as mudanças na banda são a saída do baixista Uriah Duff, do tecladista Timothy Drury (que ainda participou das gravações de Forevermore) e do baterista Cris Frazier para a entrada de Michael Devin (Baixo), Brian Ruedy (teclado) e Brian Tichy (bateria)

Abrindo o trabalho com “Steal Your Heart Away”, a banda passa a impressão de que ainda estamos na segunda metade da década de 80, época em que o Whitesnake experimentou por um bom tempo o “ar rarefeito” do topo do mundo, com sua maior obra-prima, o disco conhecido como “1987”, vendendo nada menos do que 8 milhões de cópias no mundo todo e arrecadando elogios da crítica e do público.

No mesmo clima, navegam as faixas “All Out Of Luck”, “Tell Me How”, “Love me and Treat me Right” e “Dogs in the Street”; mas depois de tantos anos, incontáveis mudanças no line-up, a sonoridade se apresenta renovada, mesmo quando se dedica a beber das velhas fontes.

Mérito certo da competente integração dos dois guitarristas que fazem parte da atual encarnação da banda: Reb Beach e Doug Aldrich mantém a chama acesa e ainda conseguem excelentes resultados em músicas mais lentas como a simpática balada acústica “One of These Days”; que por sinal, invoca trabalhos mais recentes como “Into the Light” (2000) ou o próprio “Good to Be Bad”.

A música escolhida para trabalho, distribuída até gratuitamente pelo site da banda e que já ganhou um videoclipe, com direito a participação do filho e da esposa de David Coverdale é “Love Will Set You Free”.

Mas para quem conhece o Whitesnake ainda falta falar das baladas, uma espécie de especialidade da casa, elas sempre têm lugar garantido em todos os trabalhos da banda e no caso de “Forevermore”; elas são “Easier Said Than Done”, “Fare Thee Well” e “Forevermore”; cada uma revisitando com muita competência um momento que já fez parte do universo criado pela banda em sua longa estrada.

“Forevermore” é uma daquelas melodias épicas e como “Judgement Day”, do disco “Slip of the Tongue” (1989), com sua base orquestrada, vai buscar no inconsciente do seu público raízes mais profundas que por sua vez evocam clássicos bem mais antigos do rock e é o melhor momento do disco.

Já “Fare Thee Well” revê e amplia o conceito de “We Wish You Well”; a música do disco “Lovehunter” (1979), usada pela banda geralmente para agradecer e despedir-se do público, que em sua nova versão, tem letra que parece apontar para uma despedida mais definitiva: a da aposentadoria.

David Coverdale, nas entrevistas de divulgação do novo disco e da nova turnê tem negado esta possibilidade. Melhor para nós, que ainda teremos mais oportunidades de ver o Whitesnake nos palcos ao redor do mundo.

Adriana Maraviglia
@drikared

English Version

Faixas de “Forevermore”:

1.Steal Your Heart Away
2.All Out of Luck
3.Love Will Set You Free
4.Easier Said Than Done
5.Tell Me How
6.I Need You (Shine a Light)
7.One of These Days
8.Love and Treat Me Right
9.Dogs in the Street
10.Fare Thee Well
11.Whipping Boy Blues
12.My Evil Ways
13.Forevermore

Assista ao vídeo de “Love Will Set You Free”:

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