Whitesnake homenageia Deep Purple em novo disco – Revista Eletricidade

Whitesnake homenageia Deep Purple em novo disco

WHITESNAKE - THE PURPLE ALBUMUma das bandas clássicas do hard rock faz uma homenagem a uma das bandas que inventaram o gênero, assim é o novo disco do Whitesnake, “The Purple Album” que vai fundo nas raízes de sua própria música para prestar um justo tributo ao Deep Purple.

Para quem não conhece ainda muito bem o Whitesnake vale lembrar que é a banda de David Coverdale, considerado um dos grandes vocalistas do rock, ele fez parte do Deep Purple e participou da gravação de três dos discos mais importantes da banda “Burn”, “Stormbringer” e “Come Taste the Band”, gravados entre 1973 e 1976.

Segundo David Coverdale, a ideia surgiu em 2012, com a morte do tecladista Jon Lord, que, como ele, fez parte das duas bandas. O vocalista chegou até mesmo a voltar a dialogar com Ritchie Blackmore, com quem não conversava há 30 anos, com o intuito de uma homenagem conjunta, mas as negociações entre os dois não evoluíram muito.

Ele então, aconselhado pela esposa, resolveu seguir com a ideia da homenagem a sua maneira e depois de mais uma mudança no lineup do Whitesnake, com a saída do guitarrista Doug Aldrich e do tecladista Brian Ruedy, ele primeiro precisou reformar a banda chamando Joel Hoekstra e Michele Luppi, respectivamente como substitutos e seguiu com eles para o estúdio, onde gravou o décimo segundo disco do Whitesnake.

É claro que as músicas receberam registros bem diferenciados dos originais, com mais de 60 anos, Coverdale nem tenta mais alcançar os agudos que atingia nos anos 70, mas os novos arranjos não comprometem em nada a qualidade do trabalho, pelo contrário, se faltam agudos, sobram aqueles graves que dão o acabamento perfeito para o hard blues que a banda extrai de cada uma das canções clássicas.

“Burn”, que abre o disco, há anos faz parte do repertório do Whitesnake na estrada e sempre cumpre muito bem seu papel de levantar a plateia. A mão pesada de Tommy Aldidge e as duas guitarras atacando em conjunto, que são marca registrada da sonoridade banda impressionam e nos fazem ver o repertório por outra perspectiva, mais nervosa, mais carregada de energia.

Exatamente por isso, algumas canções ficaram muito mais com a cara do Whitesnake da década de 80, do que do Purple, caso de “Love Child” e “Lady Double Dealer”, por exemplo.

O hard blues de “Mistreated” continua impressionante, uma canção que de vez em quando dava as caras nas setlists do Whitesnake, assim como a balada “Soldier of Fortune”; que, dependendo do humor de David Coverdale, aparecia em um show ou outro, muitas vezes à capella, atendendo a pedidos de fãs.

A balada “Sail Away” é dedicada a Jon Lord, um dos maiores tecladistas da história do rock e um daqueles músicos que ajudou a inventar muito de tudo o que ainda consegue arrepiar no rock que continua sendo feito ainda hoje em dia.

Tudo bem também com a porção acústica do disco, “Holy Man”, o blusão “You Keep On Moving” e “Soldier of Fortune” parecem aquelas pequenas porções de paz que se formam quase por acidente no olho de um violento “furacão sonoro” do tipo que não deixa nada em pé por onde passa.

Adriana Maraviglia
@drikared

 
Confira as faixas de “The Purple Album”:

01.Burn
02.You Fool No One (interpolating Itchy Fingers)
03.Love Child
04.Sail Away
05.The Gypsy
06.Lady Double Dealer
07.Mistreated
08.Holy Man
09.Might Just Take Your Life
10.You Keep On Moving
11.Soldier Of Fortune
12.Lay Down Stay Down
13.Stormbringer
Bonus Tracks da edição Deluxe
14.Lady Luck
15.Comin’ Home

Confira os vídeos de “Stormbringer” e “Soldier of Fortune”:

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