Uma das maiores aventuras da humanidade recriada em “Primeiro Homem” – Revista Eletricidade

Uma das maiores aventuras da humanidade recriada em “Primeiro Homem”

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A história  de uma das aventuras mais complicadas da humanidade, a chegada do homem à  lua, recebe na cinebiografia “Primeiro Homem” do  diretor Damien Chazelle uma narrativa muito  pessoal.

Depois do sucesso do musical  “La La Land”, que levou 6  Oscars para casa, incluindo o de Melhor Diretor, em 2017, Chazelle dá mais um passo ousado, contando a história real de  um herói  americano,  o astronauta Neil Armstrong, muito de perto,  praticamente convidando o público a  colocar-se no lugar dele.

E é o que fazemos já  que em boa parte do filme, o que aparece na tela  é apenas o rosto de  Armstrong,  na pele de Ryan Gosling, tentando manter-se controlado, enquanto se aproxima de riscos cada vez maiores. em plena corrida espacial.

Contracenando com Ryan,  Claire Foy,  no papel de Janet, esposa de Armstrong mostra o outro lado da história, o  da  mulher  que a princípio vê a dedicação  do  marido ao trabalho como  uma coisa positiva, mas depois, quando percebe os riscos daquela experiência que ele está prestes a viver,  tenta trazê-lo de volta à realidade.

Claire, que  em 2017  ganhou  o Globo de Ouro por seu trabalho em “The Crown”, já começa a chamar atenção  da crítica e tem sido uma das razões  para colocar  “Primeiro Homem”  nas prováveis listas de indicados ao Oscar.

Em plena corrida espacial, o governo americano não poupa gastos para chegar primeiro  à lua; e além da enorme fortuna queimada através dos anos de esforço concentrado no projeto, muitas vidas se  perderam para que os EUA pudessem fazer propaganda  ao mundo de uma  suposta superioridade.

Com uma direção de arte caprichada, que enquanto recria até o último parafuso a assombrosa tecnologia da época e revela o quanto existiu de improviso naquele momento  tão idealizado na imaginação  de todo ser humano, também foi  capaz de imprimir na tela toda a emoção envolvida nos passos pioneiros de Armstrong e as cenas que recriam aquilo que a  televisão da época  mostrou ao mundo inteiro são primorosas e sozinhas já fazem valer o ingresso  de cinema.

Adriana Maraviglia
@drikared

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