A ascensão e a queda de Wilson Simonal em nova cinebiografia – Revista Eletricidade

A ascensão e a queda de Wilson Simonal em nova cinebiografia

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Uma das histórias mais pesadas da música brasileira volta a ser passada a limpo nos cinemas ajudando a resgatar de uma vez por todas um enorme talento que foi injustiçado em um dos piores momentos da História do Brasil.

“Simonal” mostra a ascenção e a queda do cantor Wilson Simonal (Fabrício Boliveira), um negro cheio de talento e de suingue, que não demorou muito para conseguir um sucesso imenso na música durante a década de 60, do seu jeito, dando as cartas.

Mas não demorou muito para suas escolhas começarem a comprometer sua carreira, em um momento em que a ditadura começava a fazer suas vítimas e a censurar a classe artística, Simonal é convocado a depor na DOPS, o departamento de polícia política, sobre uma de suas canções em que homenageia Martin Luther King, mas acaba fazendo amizade com um dos agentes (Caco Ciocler) para quem mais tarde pediria ajuda para lidar com o que imaginava ter sido um desfalque em sua produtora.

Tudo vai parar na mídia e logo o cantor passa a ser visto como um “dedo duro” do sistema, uma fama que nunca mais o abandonaria, liquidando com sua carreira.

O diretor estreante Leonardo Domingues consegue contar esse drama da vida real com muito estilo especialmente expresso em dois planos sequência fantásticos e opostos: um mostrando o auge e outro o fundo do poço de uma história de mágoa, racismo e polarização política causadas pelo horror de uma ditadura que, hoje se sabe, transformou este país em terra arrasada e causou pelo menos 20 anos de atraso e miséria.

No elenco também estão Isis Valverde, Caco Ciocler, Leandro Hassum e Mariana Lima, entre outros.

Uma história que precisa ser conhecida em detalhes pelo país para que nunca mais aconteça e não exista mais entre nós  gente que veja uma ditadura que destruiu o Brasil como algo bom a ponto de até cultuar monstros torturadores e assassinos.

Adriana Maraviglia
@drikared

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