Doutor Sono respeita o legado de Kubrick e consegue dar bons sustos | Revista Eletricidade

Doutor Sono respeita o legado de Kubrick e consegue dar bons sustos

  •  
  •  
  • 1
  •  
  •  
  •  
  •  

Na última quinta-feira chegou aos cinemas “Doutor Sono”, adaptação do livro homônimo de Stephen King, que por sua vez é uma continuação de “O Iluminado”, um dos livros mais conhecidos do escritor que foi adaptado para o cinema por Stanley Kubrick em 1980.

O filme, um dos maiores clássicos da história do cinema de terror, não agradou Stephen King, que o descreve como um “belo Cadillac sem motor”. Segundo o autor, Kubrick construiu um filme visualmente bonito, mas sem muitos elementos de seu livro.

E este foi uma das grandes questões que pesaram na hora de adaptar “Doutor Sono”, que o diretor/roteirista Mike Flannagan, um verdadeiro especialista em terror, teve que enfrentar, a de colocar o conteúdo do livro “O Iluminado”, que Kubrick deixou de fora do filme, em “Dr Sono” para facilitar um pouco a vida do público que não leu os livros e viu apenas o filme.

Não vou entrar em detalhes, para ficar longe dos spoilers, mas quem viu o “Iluminado” e leu o livro, sabe que, embora o filme seja uma verdadeira obra-prima, ele simplifica bastante o processo que leva Jack Torrance, interpretado brilhantemente pelo ator Jack Nicholson, a enlouquecer e tentar matar a família, naquele hotel isolado e cheio de fantasmas. 

Em “Doutor Sono”, o filho de Jack, o pequeno Danny Torrance cresceu e agora é interpretado por Ewan McGregor. Depois de todo o trauma que sofreu na infância, ele tenta continuar a vida e usa o álcool para tentar calar os poderes que herdou do pai. 

Até o momento em que precisa salvar uma adolescente (Kyliegh Curran) do “Nó Verdadeiro”, um grupo de paranormais liderados por Rose Cartola (Rebecca Fergunson), que matam paranormais e se alimentam de seu poderes para tornarem-se imortais.

A opção do diretor de usar atores muito parecidos com os originais e não recriações em CGI foi bem interessante, embora isso possa ser aflitivo para alguns fãs, acredito que ver na tela pessoas de verdade ainda é melhor do que meras animações.

Flanagan faz um bom trabalho, respeitando Kubrick e seu legado, sobretudo quando filma as cenas que se passam no Hotel Overlook, já no terço final do filme, e podem servir como  uma homenagem ao mestre e um verdadeiro presente a seus fãs. 

Adriana Maraviglia
@drikared

Entre no Facebook e deixe seu comentário: