Em sua segunda passagem
pelo Brasil, os portugueses do Moonspell deram uma aula
de profissionalismo e simpatia, fazendo um show memorável,
daqueles que vale a pena ver de novo.
A noite começou com a apresentação do Maelstrom, banda curitibana/carioca
de doom. Infelizmente não pudemos acompanhar o início do
show devido ao atraso na liberação da imprensa, porém conseguimos
assistir os últimos dez minutos e foi suficiente pra vermos
que é uma banda competentíssima, com ótima performance ao
vivo e composições próprias bastante interessantes.
Em seguida tivemos os sorocabanos do Laudany, com uma proposta
diferente, fazendo um som mais voltado ao heavy metal e
por vezes beirando o progressivo. Apesar de ser uma boa
banda, o público presente, em sua maioria góticos e fãs
de doom, só apreciou de fato as covers, com destaque para
Sabbath Bloody Sabbath.
E então, Moonspell entra em cena deixando o público extasiado.
A boa escolha da casa de shows, a ótima iluminação em sincronia
perfeita com as músicas e a excelente qualidade do som,
somados ao carisma dos músicos fizeram o público vibrar
e cantar junto do início ao fim, principalmente em hits
como Opium, Mephisto, Nocturna, Vampiria e a mais querida
dos fãs, Alma Mater.
O fato de vários trechos das músicas serem em português,
bem como a própria comunicação da banda, fez com que houvesse
grande interação e participação do público. Músicas do último
álbum The Antidote intercalaram as mais antigas como Devil
red, Fullmoon madness, Awake, entre outras.
Enfim, um show cativante, humano (em oposição aos shows
"mecânicos" que vemos com freqüência hoje em dia).
Mas, foi dito que valia a pena ver de novo...
21/05/04 - Horion (Belo Horizonte / MG)
Dia seguinte, mais Moonspell, desta vez em BH.
E realmente valeu a pena: o sucesso da noite anterior se
repetiu para cerca de 500 pessoas que após os sets de abertura
das bandas locais Karkinoz (ótimo trio, com um som que mescla
o black metal com elementos eletrônicos) e Noturna (gothic
metal, com vocal feminino), ainda mantiveram o pique durante
toda noite.
O Horion é um ótimo espaço, com exceção do palco um tanto
pequeno. Mas o som e a iluminação estavam realmente bons,
e o set list idêntico ao de São Paulo empolgou os fãs mineiros,
que se aglomeraram em frente ao palco durante quase duas
horas de show.

Destaque para a performance cativante de Mike Gaspar, que
sobressaiu-se o tempo todo no comando das baquetas mostrando
que baterista só não aparece se não quiser, e claro, para
a expressão quase teatral de Fernando Ribeiro, que além
de ter mostrado total domínio sobre sua poderosa voz, sabe
como hipnotizar e encantar a platéia.
Após o show, enquanto a banda Enjoy fechava a noite fazendo
os remanescentes dançarem ao som de Depeche Mode, Sisters
of Mercy e outros, o pessoal do Moonspell recepcionou os
fãs para fotos e autógrafos, mostrando-se acessíveis e muito
simpáticos, como toda banda poderia ser... Ponto para o
Moonspell!
Texto: Mônica
Mustafa
Fotos: Loana S. Pinto