Em
uma cerimônia pública realizada ontem (07/07)
no Staples Center, em Los Angeles, que reuniu fãs,
amigos e a família de Michael Jackson, o público
pode finalmente despedir-se do astro falecido há
12 dias.
Mas
antes que ela acontecesse, a confusão criada pela aparente
indecisão da família sobre como seria a homenagem ao astro
levou a inúmeras especulações e mais uma boa dose de polêmica,
como não poderia deixar de acontecer, já que mesmo após
sua morte, o "Rei do Pop" parece não conseguir livrar-se
delas.
Foram
disponibilizados para sorteio entre os 1,6 milhões inscritos
pela internet, 17,5 mil ingressos gratuitos para o tributo,
que chegaram a ser revendidos por até 15 mil dólares em
sites de leilão.
A
cerimônia teve cobertura das 5 principais redes de televisão
americana e foi retransmitida para canais do mundo inteiro,
além de também ter sido distribuída por inúmeros websites,
o que leva a crer, ainda sem os números definitivos, ter
sido o evento de maior audiência da História da televisão
provavelmente superando até mesmo a posse do Presidente
Barack Obama, em janeiro deste ano.
O
tributo acabou se transformando em um megashow, com astros
da música, celebridades, profissionais do showbusiness,
políticos e religiosos, falando sobre Michael e/ou
interpretando suas músicas.
Iniciando
as homenagens com a leitura de cartas de Diana Ross e Nelson
Mandela, pelo astro da Motown Smokey Robinson, com a entrada
do caixão de Jackson no Staples Center, a seguir, conduzido
por seus irmãos, ao som de um belo coro gospel.
A
cantora Mariah Carey dividiu com Trey Lorenz a canção
"I'll be There", do repertório de Michael.
A atriz Queen Latifah e Berry Gordy, presidente da gravadora
Motown, a primeira da carreira de Jackson, levaram o público
às lágrimas com seus discursos.
Lionel
Richie, o parceiro de Jackson no megasucesso "We are
the World", interpretou "Jesus is Love".
Stevie Wonder emocionou o público com a canção
"Never Dreamed You'd Leave in Summer", enquanto
imagens de Jackson eram mostradas no telão.
A
atriz/cantora Jennifer Hudson apresentou-se com bailarinos,
interpretando a música "Will you be There",
o guitarrista e cantor John Mayer apresentou uma versão
quase instrumental de "Human Nature".
Os
jogadores da NBA Magic Johnson e Kobe Bryant dividiram com
o público histórias da intimidade do astro,
que quando longe das câmeras, mostrava-se uma pessoa
simples e doce.
Uma
ex-namorada de Jackson, a atriz Brooke Shields foi responsável
por um dos melhores momentos do tributo, quando citou um
trecho do livro "Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint Exupéry
e declarou que a música favorita de Jackson era a clássica
"Smile" de Charlie Chaplin.
A
beira das lágrimas, Jermaine Jackson, irmão de Michael e
membro do Jackson 5, interpretou a canção de Chaplin logo
a seguir.
Usher cantou "Gone Too Soon" e o garoto de 13 anos, Shaheen
Jafargholi, rival de Susan Boyle no concurso de calouros
"Britain's Got Talent" interpretou o clássico da Motown,
"Who's Loving You".
Também
houve espaço para manifestações religiosas,
com a participação de religiosos com grande
ligação com o público negro americano
como os filhos do reverendo Martin Luther King Jr, Bernice
e Martin Luther King III e do reverendo Al Sharpton, que
foi aplaudido de pé pela plateia do ginásio,
quando dirigindo-se aos filhos de Jackson, disse "Não
havia nada de estranho em seu pai".
"We
are the World" interpretado por todos os convidados
e "Heal the World" cantado por um coro de crianças
fecharam o tributo, mas foram as palavras de Paris, a filha
de Jackson de 11 anos de
idade, que ficaram marcadas como o momento mais emocionante
das cerca de 2 horas de homenagens: "desde que eu nasci,
o papai foi o melhor pai que vocês podem imaginar.
Eu só queria dizer que eu te amo muito".
A
família de Jackson ainda não divulgou nenhum detalhe sobre
como e onde acontecerá o enterro de Michael.