Na
Estrada do Rock - Uma longa viagem de ida e volta até
Dublin por amor à música (parte 2)
Dia
do Show
Na
manhã seguinte, o dia do show do WS!! Acordei bem cedo,
me preparei e mudei de hotel, agora dividindo o quarto com
a Jackie.
Este lugar fica em um lado bacana de Dublin, próximo
a O2 e as ofertas online nos permitiram ficar pos lá
por um bom preço.
Enquanto a Jackie muda de roupa e se prepara (coisa de mulher..)
somos interrompidas por uma mensagem de texto de nosso colega
Ronnie, em pânico por não estar conseguindo usar
o chuveiro, claro que oferecemos o nosso para ele!
Quando todo mundo ficou pronto, encontramos o Tony e rachamos
um taxi até a O2.
Chegando
lá, já tinha umas 30 pessoas na fila em nossa
frente, barreiras colocadas na rua! E já conseguíamos
sentir o vento soprando das docas próximas, não
estávamos vestidos para tanto vento, quem estaria?
Um show do Whitesnake em Junho!
Enquanto esperávamos, Dani e Fabrizio, que vieram da
Itália, Ger e sua namorada Chris e também Gursharan
juntaram-se ao nosso grupo... eu descubro que ficar na fila
está se tornando cada vez mais cruel, não sei
quanto tempo mais minha saúde me permitirá fazer
isso...
Esta foi na verdade, uma espera curta, 3:30 hrs, normalmente
são mais de 5 hrs.
Às 5 da tarde, as portas finalmente se abrem e o frenesi
costumeiro começa... corrreeeeeee... não corre...
bom todo mundo faz isso... muito difícil chegar na
primeira fila, as 3 portas se abriram ao mesmo tempo.
Nós tinhamos o já familiar palco do Def Leppard
armado a nossa frente, com aquela passarela na direção
do público, então, mesmo sem chegar na frente,
no centro, estamos felizes por conseguir um lugar nos ferros,
do lado do Doug!
O
Show
A primeira banda da noite foi o TESLA,
uma banda americana formada em 1984, na California.
Seu disco mais recente chama-se "Forever More"
Pessoalmente, a apresentação de 30 minutos deles
não me impressionou, ou digamos assim, falhou no sentido
de me animar ou me deixar a fim de ver mais.
Eles não são certamente uma banda ruim, são
esforçados e eram bem poucos os fãs do Tesla
por lá naquela noite.
Não fazem meu tipo de som, mas boa sorte para eles
mesmo assim.
O próximo show era do Journey;
eles estão com um "novo" vocalista Arnel
Pineda é com certeza muito bom e isso não foi
uma surpresa.
O Journey o escolheu em dezembro de 2007 e além de
cantar bem tem uma grande presença de palco.
Para mim, um pouco demais. Demorou um pouco para o Journey
contagiar a plateia, embora eles tenham acertado a mão
quando começaram a tocar os hits como "Wheel in
the Sky", lembrando de grandes discos como "Revelation"
e "Departure".
Quando eles começaram a tocar "Don`t stop believin`"
a O2 estava conquistada!
E merecidamente, Neil Schon é uma verdadeira lenda
do Rock, embora eu não me considere uma fã do
Journey, admito que eles criaram algumas canções
maravilhosas e eu me considero uma fã das canções.
Eles não desapontaram, fizeram um ótimo show.
Agora é a hora! Meninos e meninas, chega o momento
pelo qual vim até aqui, viajei tantas horas e fiquei
aqui, de pé, esperando tanto tempo (minhas costas/pernas/ombros
e cabeça já estão doendo bastante agora)
O som familiar de "My Generation" do The Who enche
a arena , e tudo o que sabemos é que o Whitesnake estará
aqui em um minuto! Sorrisos crescem, corações
batendo mais rápido, chegou a nossa vez...
As
luzes se apagam, gritos enchem a arena e ali estão
eles, David lidera os rapazes no palco, para uma recepção
fantástica!!
Este sempre foi o momento da verdade, depois de 31 anos seguindo
a minha banda, eles ainda me causam arrepios quando chegam
ao palco.
A própria presença deles não pode ser
colocada em palavras. Ganho o primeiro sorriso do David da
noite! E eles começam
a tocar "The Best Years".
Em algumas apresentações tenho a impressão
de que as novas músicas não são tão
bem recebidas quanto as clássicas, mas nesta noite,
aqui em Dublin, a plateia parece conhecer bem o novo disco,
canta junto como qualquer bom "coro do Whitesnake"
faria, bem impressionante.
David
está fabuloso em minha opinião pessoal, melhor
do que em 2008! Na verdade todos parecem muito bem! Eu tenho
54 anos, mas não estou morta...
Ele conversa com a plateia logo no começo do show,
David nos conta que como o tempo daquela noite é curto
e precioso, ele dará preferência ao máximo
de músicas que puder e isso significa que perderemos
aquele nosso querido bate-papo com o público, que é
uma parte interessante de todas as noites com os Snakes.
Para mim, uma decisão "agridoce", pois o
jeito que o David lida com o público é muito
precioso para nós e sentimos falta disso imensamente
quando não acontece.
Tem o público nas mãos, de verdade, ele pisca,
sorri, acena... como sempre, nos fazendo crer que fomos vê-lo
apenas por isso, como se cada canção estivesse
sendo tocada especialmente para cada um de nós.
Doug também está arrasando, parece tão
confortável e feliz naquele palco, que é um
prazer vê-lo.
Uriah está se divertindo, sempre na frente do palco,
revelou-se outra ótima adição.
Timothy soa fantastico, esse cara tem uma voz tão boa,
que bom que ele faz backings, e seu sorriso ilumina a arena.
Reb também parece muito feliz, soando fantástico,
o duelo de guitarras foi um dos melhores momentos, mostra
o estilo destes dois grandes músicos, brilhante.
Chris teve pouco tempo para seu solo de bateria, mas foi suficiente
para que apreciássemos seu estilo e suficientemente
curto para não tirar o foco do set mais curto.
Para
mim os melhores momentos da noite foram "Guilty of Love"
e "Here I go again" ambas cantadas por toda a O2
Arena.
Eu, por minha vez, fiquei orgulhosa como uma mãe que
observa seus filhos brilhando.
Fiquei
triste que a versão acústica de "Ain`t
gonna cry no more" saiu da setlist, mas o show seria
um pouco mais curto naquela noite e algumas canções
precisavam sair.
Quando os rapazes começaram a tocar "Still of
the Night" ainda não estávamos prontos
para ir embora e sem "Soldier of Fortune" de novo
por falta de tempo.
Quando
os rapazes se curvaram agradecendo ao som de "We Wish
You Well", eu sabia que tinha acabado de ver um grande
show, com uma poderosa performance vocal de David Coverdale
(não deixe ninguém dizer ao contrário)
e sim, mais do que valeu, minha viagem, minhas dores, meus
problemas....
Então
era isso, quanto 75 minutos podem voar rápido quando
você está curtindo tanto cada segundo...
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