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Cirque du Soleil estréia novo espetáculo em São Paulo

FOTO: DIVULGAÇÃOApós sucesso absoluto de público na turnê do espetáculo Saltimbanco, em 2006, o Cirque du Soleil volta para São Paulo para a estréia de Alegría, no dia 07 de fevereiro, às 21h.

Consagrado mundialmente por mais de 9 milhões de espectadores em todo o mundo, o show cumpre uma temporada mais longa e abrangente totalizando três meses na capital paulista e com apresentações agendadas até o dia 04 de maio no Parque Villa-Lobos.

Depois da capital paulista, a turnê – que já passou com sucesso por Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro – encerra-se em Porto Alegre, totalizando dez meses e aproximadamente 250 apresentações.

Alegría é um das produções mais populares do Cirque. Criado por Gilles Ste-Croix para comemorar o décimo aniversário da companhia, estreou em abril de 1994 em Montreal, no Canadá e já foi assistido desde então por mais de 9 milhões de espectadores de 15 países.
Entre as mais de 50 cidades visitadas estão Nova York, Chicago, Tóquio, Sydney, Cingapura, Hong-Kong, Berlim, Londres, Barcelona, Viena, Zurique e Cidade do México.

Para o presidente da Time For Fun, Fernando Alterio, a segunda visita do Cirque du Soleil representa a consolidação deste formato de entretenimento no Brasil. “O sucesso de Saltimbanco nos colocou em definitivo na rota dos grandes espetáculos mundiais e a rápida volta do Cirque du Soleil ao país é motivo de muita satisfação para nós e para o público brasileiro”.

Dirigido pelo italiano Franco Dragone, Alegría possui em seu elenco 55 artistas de 15 nacionalidades – canadenses, norte-americanos, búlgaros, russos, espanhóis, poloneses e, inclusive, um brasileiro – com idades que variam de 12 a 50 anos.
Entre acrobatas, músicos, cantores, palhaços e personagens, há dois integrantes que pertencem ao cast desde a estréia, e contabilizam mais de 12 anos e 4 mil apresentações.

Alegría conta ainda com uma equipe de 130 pessoas, mais de 800 toneladas de equipamento e uma espécie de “vila sobre rodas”, que ocupa uma área de 20 mil m2 e é totalmente auto-suficiente em seu funcionamento.

Além de Gilles Ste-Croix e Franco Dragone, assinam a concepção do espetáculo: Dominique Lemieux (figurinista), Michel Crête (cenógrafo), Debra Brown (coreógrafa), Guy Desrochers (designer de som), Luc Lafortune (designer de luz), René Dupéré (trilha sonora original) e Sylvie Galarneau (direção artística).

Este conjunto oferece uma ambientação única para a performance dos artistas, que combina habilidade, agilidade e força.

O Espetáculo

Alegría retrata uma época em que a fantasia e a mágica eram parte da rotina diária das pessoas – quando o mundo de cada um era a sua família e sua comunidade e qualquer coisa além disso era o fantástico desconhecido.

O espetáculo inspira-se nas famílias circenses que cruzavam a Europa e conta com o apelo universal do circo como elemento básico.
Para o diretor Franco Dragone, personagens e performances remetem à redescoberta da ternura humana. “Nosso palco é um monumento imponente, uma estrutura indefinida que sugere uma instituição de grande poder e influência. Pesada em sua conotação, mas leve em sua execução”.

Assim, os personagens moldam suas trajetórias e seu próprio universo. Com esperança e perseverança, tornam-se capazes de resistir às mudanças e transformações sociais causadas por embates históricos, como a luta pelo poder e seu próprio enfraquecimento e a evolução das antigas monarquias para as democracias modernas.

Nesta verdadeira “corte” – onde a imaginação reina, todas as emoções afloram e a diversão prevalece – bobos da corte, menestréis, mendigos, velhos aristocratas e crianças mostram como é possível agir melhor individualmente e em conjunto, em busca de épocas que oferecerão mais oportunidades.

A atmosfera nostálgica é completada por uma iluminação que lembra os grande salões do século 17 e figurinos que vão do glamour da chamada Velha Ordem à agilidade da “Nova Ordem”.

A música – executada ao vivo –, transita entre o jazz, o pop, o tango e o klezmer, com instrumentos acústicos e de percussão. Mais bem-sucedida da história do Cirque, a trilha de Alegría recebeu disco de platina duplo no Canadá, figurou na lista da Billboard durante 55 semanas e a faixa-título foi indicada ao Grammy de 1996, na categoria “Melhor Arranjo Instrumental com Vocais“.


Nove atos

Já na abertura, “Synchronized Trapeze” desafia a lei da gravidade com giros em pleno ar e manobras harmônicas, numa dança que “captura a energia de cada momento da vida”.

Na seqüência, uma verdadeira gangue surge em “Power Track”, utilizando um trampolim-surpresa para realizar acrobacias que primam pela velocidade e altura, apresentando a imponente força da juventude.

Em “Handbalancing”, um artista solitário eleva seu corpo no ar suspenso apenas por uma de suas mãos, utilizando a outra para criar formas elegantes e surpreendentes.

Ritmos percussivos tribais dão a atmosfera para a “Fire-Knife Dance”, uma sedutora e ousada performance em que os artistas manipulam facas em chamas por seus corpos, dos pés às palmas das mãos, passando pelas bocas.

Na seqüência, dois solos: “Manipulation”, que combina delicadeza e flexibilidade a partir de elementos da ginástica olímpica, balé e malabares; e “Flying Man”, uma performance que exige toda a destreza do artista para controlar, ao mesmo tempo, a elasticidade do bungee e a força das argolas da ginástica olímpica.

Em estreitas barras - únicas, duplas, ou triplas - colocadas sobre os ombros, os performers de “Russian Bars” equilibram-se uns sobre os outros em saltos sincronizados e giros precisos, num alto nível de concentração e confiança mútua.

Já “Contortion”, um duo, “esculpe” formas como se fosse uma entidade única, com movimentos em uma mesa rotatória aparentemente leve.

No encerramento, três barras colocadas no alto da tenda servem de “playground” em “Aerial High Bar”, onde acrobatas voem aos braços de receptadores suspensos pelo joelho em um “berço” em movimento e, ao final, num salto mortal sobre a rede de proteção.


Personagens

O imprevisível Fleur guia o público pelo mundo de Alegría.

Os Velhos Pássaros Nostálgicos (Old Nostalgic Birds) observam as transformações como se ainda fossem jovens, poderosos e bonitos – como aristocratas – a admirar seus próprios reflexos em molduras sem espelhos.

Outras testemunhas da passagem do tempo são os Palhaços (Clowns), verdadeiros “comentaristas” sociais de Alegría. Visionários e filósofos do absurdo, suas performances cômicas transformam o mundo num verdadeiro circo.

Tamir é um prestativo mago que aparece em situações importantes e desaparece tão logo cumpre sua missão.

As Ninfas (The Nymphs) encantam pela exuberância e beleza ao “passearem” pelo palco.

A Cantora Branca (The White Singer) é uma contadora de histórias que transforma em canção o que vê ao seu redor – da melancolia à felicidade.
E tem na Cantora Negra (The Black Singer) seu alter ego – que guarda muitos segredos
.

O Cirque de Soleil

Fundado em 1984 por Guy Laliberté, na província de Quebec, Canadá, o Cirque du Soleil é a companhia circense mais importante do mundo.

Desde sua fundação, Laliberté reconhece e recruta jovens talentos para formar seu grupo - e estabeleceu como “marcas registradas” suas raízes culturais multiétnicas e a combinação harmoniosa de disciplinas artísticas e acrobáticas em suas produções.

Hoje, o Cirque emprega cerca de 1000 artistas e 3,5 mil funcionários de mais de 40 nacionalidades, e acumula uma marca superior a 250 temporadas em mais de 100 cidades no mundo, vistas por 60 milhões de pessoas.

Já conquistou mais de cem prêmios, entre eles: Emmy, Drama Desk, Bambi, Ace Gémaux, Félix e Rose d´Or, em Montreaux.

Quinze espetáculos do Cirque estão em atividade pelo mundo: além de Alegría, atualmente itineram: KOOZA, Corteo e Saltimbanco pelos EUA; Quidam, pelo México; Varekai e DELIRIUM, pela Europa; e Dralion, pelo Japão.

Além destes, são atrações residentes: KÁ, O, LOVE, Mystère e Zumanity, respectivamente nos hotéis MGM Grand, Bellagio, The Mirage, Treasure Island e New York-New York Hotel and Casino, todos em Las Vegas; La Nouba, no Walt Disney World – Orlando; e Wintuk, que encerrou apresentações no Teatro do Madison Square Garden, em Nova York e abre para nova temporada no mesmo local a partir de novembro de 2008.

A História

A história do Cirque du Soleil começou em 1982, em Quebec, com um grupo de malabaristas, engolidores de fogo e acrobatas que se formou na Baía de St. Paul.

A receptividade do público foi tanta que resultou num Festival - e seus ideais originaram o circo.

Dois anos depois, nas festividades para celebrar o descobrimento do Canadá, o artista circense Guy Laliberté fundou o Cirque du Soleil, com a ajuda do Governo de Quebec.

A proposta baseou-se num conceito totalmente novo, para combinar de maneira bastante atrativa as artes circenses, dança, música e arte da rua – com figurinos extravagantes, iluminação e sonoplastia dedicada a ressaltar as qualidades da companhia.

Em 1985, aconteceram as primeiras apresentações fora de Quebec; La Magie Continue – que excursionou por outras oito cidades canadenses.

A primeira viagem internacional, em 1987, teve como destino os Estados Unidos, com Le Cirque Réinventé.
Em 1988, a trupe apresentou-se nos Jogos Olímpicos de Inverno de Calgary.

Nouvelle Expérience foi visto por mais de 1,3 milhão de pessoas antes de tornar-se espetáculo fixo no Hotel Mirage, em Las Vegas. Fascination, uma remontagem com trechos dos espetáculos anteriores, levou o Cirque ao Japão, em 1992.

Saltimbanco excursionou por 19 meses, com mais de 1,4 milhão de espectadores.

Em 1993, foi a vez do Hotel Treasure Island, de Las Vegas, construir um teatro especificamente para receber o Cirque com Mystère.

Os dez anos de fundação originaram Alegría e, no ano seguinte, uma apresentação exclusiva foi realizada para os chefes de estado do G-7, no Canadá.

Em abril de 1996 estreou Quidam, em Montreal, que seguiu em turnê pelos Estados Unidos durante três anos e estabeleceu outro recorde: mais de mil apresentações, para um público de mais de 2,5 milhões de pessoas.

Após a inauguração do novo estúdio de criação, estreou em outubro de 1998 – “O”, a primeira produção aquática da história do Cirque.

Depois, veio La Nouba, que se tornou atração fixa do Walt Disney Resort, na Flórida.

A Ásia e a Oceania receberam, a partir de 1999, uma nova turnê de Saltimbanco.

Quidam seguiu para a Europa e Dralion estreou na América do Norte. Com isso, a companhia ocupou quatro continentes com três turnês simultâneas – e finalizou mais três montagens itinerantes – Varekai (2002), Corteo (2005) e DELIRIUM (2006).

Em junho de 2006, o Cirque estreou seu quinto show permanente em Las Vegas: LOVE.
O show, que celebra o legado musical do quarteto de Liverpool, é o resultado de uma longa amizade entre Guy Laliberté e George Harrison.

FOTO: DIVULGAÇÃODois novos espetáculos estrearam em 2007: KOOZA, que é a 20ª criação do Cirque, com turnê iniciada na América do Norte, em abril na cidade de Montreal (Canadá); e Wintuk, que abriu sua temporada em novembro, no Teatro do Madison Square Garden, em Nova York (EUA), onde retorna para nova temporada em novembro de 2008.

A Tenda

Criada por técnicos e desenhistas, a tenda que acompanha as turnês mundiais foi a única maneira encontrada pelo Cirque para sediar seus espetáculos com a infra-estrutura necessária.
Coube à Voileries du Sud-Ouest, na França, uma das mais reconhecidas empresas do mundo nesse ramo, construí-la.

Mais de 80 pessoas são necessárias para sua montagem. No caso específico de Alegría, são necessários oito dias para toda a estrutura ser erguida – e outros três para sua remoção.

 

Fonte: Time For Fun

 

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