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17
Outra Vez
O
cinema está cheio de roteiros em que pessoas trocam
radical e repentinamente de lugar e situação,apenas
para descobrirem alguma coisa que está oculta a princípio
por outros problemas.
Embora
tenha sido baseado nessa ideia usada e reusada incontáveis
vezes pelo cinema, "17 Outra Vez" tem seu próprio
charme; contando a história de Mike (Matthew Perry)
um homem de 30 e tantos anos que está vivendo uma fase
muito ruim de sua vida, seu casamento de 20 anos terminou,
seus filhos o tratam como um estranho e para piorar tudo,
ainda foi demitido de seu trabalho.
Em
uma visita casual ao seu antigo colégio, ele começa
a lembrar-se da época em que trocou uma possível
carreira como jogador de basquete e a bolsa na faculdade por
um casamento apressado pela gravidez da namorada.
As
lembranças fazem com que ele fique imaginando como
teria sido sua vida e alguém, com poderes mágicos
claro, percebe seu desejo de descobrir e repentinamente, Mike
tem 17 anos novamente e se transforma no ídolo teen
Zach Efron.
Percebendo
a mudança só quando volta para a casa do amigo
Ned (Thomas Lennon), um nerd que enriqueceu vendendo programas
de computador, ele conta com sua ajuda para voltar ao colégio
e descobrir lá, no time de basquete como seria sua
vida se tivesse aproveitado a grande chance que teve em mãos.
Mas
se "17 Outra Vez" não tem a ideia mais original
do cinema, talvez seja um dos filmes que melhor explorou a
mudança radical que ela representa para o personagem
e oferece muitos momentos divertidos, especialmente os que
envolvem a "nerdíce" explícita de
Ned e os esforços de Mike, ainda um trintão
por dentro, para se adaptar ao colégio e fazer amigos
agora como adolescente.
Também
vale destacar o bom trabalho de ator de Efron que conseguiu
absorver muitos dos maneirismos de Matthew Perry e assim consegue
uma performance bastante convincente de que ele e Matthew
são a mesma pessoa.
O
diretor Burr Steer ainda aproveitou a oportunidade de homenagear
um grande clássico do cinema, aqui e ali vemos ecos
do maravilhoso "A Felicidade não se compra"
(1946) de Frank Capra, uma obra-prima do cinema que merece
sempre ser revisitada.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade
Texto publicado originalmente no blog
Pipocando
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