Duplicidade
(Duplicity - 2009)
As
tramas da Guerra Fria que moviam o clássico gênero filme de
espionagem mudaram consideravelmente nesse nosso mundo globalizado
e se transferiram em parte para o ambiente corporativo e os
grandes conflitos que elas retratavam passaram a existir apenas
no âmbito da competição pelo sucesso comercial..
Claire
(Julia Roberts) trabalha para a CIA e Ray (Clive Owen) para
o MI6, sua versão britânica, os dois se conhecem em uma missão,
se aproximam, mas no mundo da espionagem, não dá para confiar
em ninguém e Claire consegue levar um dos arquivos secretos
de Ray, que fica em maus lençóis após isso.
Cinco
anos depois, os dois abandonaram as agências oficiais
e caíram no mundo corporativo, Ray cuida da segurança
anti-espionagem da empresa Equikrsom, um trabalho que se mostrará
um pouco complicado, já que os competidores diretos
desta empresa, a Burkett & Randle contrataram Claire como
consultora.
O
interessante de Duplicidade é que nunca se tem certeza
se os dois estão juntos ou não nas tramas que
aparentemente combinam; as viradas na trama, os flashbacks
e outros detalhes tornam o filme um pouco complicado à
primeira vista.
Como
os personagens centrais, também os espectadores podem
sentir-se perdidos, mas no "conjunto da obra", o
fino humor, as surpresas e especialmente a presença
dos atores Tom Wilkinson e Paul Giamatti, nos papéis
de presidentes das empresas rivais, fazem de Duplicidade uma
boa diversão.
Mais
um ponto para a carreira de seu diretor/roteirista Tony Gilroy,
responsável pelos também excelentes Conduta
de Risco (2007) (diretor/roteirista) e Intrigas de Estado
(2009) (roteirista).
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade
Texto
publicado originalmente no blog
Planeta
Cinema
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