A
Mulher Invisível
O
cinema brasileiro descobriu que pode ser leve e divertido,
no mesmo pique das comédias românticas americanas e sem qualquer
pretensão à obra-prima, este "A Mulher Invisível" está na
medida certa para agradar o gosto de todos os públicos.
Pedro
(Selton Mello) é antes de tudo um homem romântico, apaixonado
pela mulher (Maria Luiza Mendonça), ele parece muito feliz,
até descobrir a verdade: ela está grávida gêmeos e o pai não
é ele.
Desiludido,
ele abandona o emprego e cai no fundo do poço, até que Amanda,
uma nova vizinha, bate em sua porta pedindo uma xícara de
açúcar.
A sua vida então muda, Pedro recupera a auto-estima e estaria
vivendo um final feliz se não fosse um pequeno detalhe: a
tal vizinha só existe em sua imaginação.
Claro
que tudo se complica muito antes de se resolver de verdade
e aí alguns personagens reais, como seu amigo Carlos (Wladmir
Brichta) e sua vizinha Vitória(Maria Manoella), eternamente
apaixonada por Pedro, contribuem para aumentar a confusão.
Também
não tem como deixar de notar a sempre ótima Fernanda Torres
impagável como Lúcia, a irmã e uma espécie de "consciência"
de Vitória, dando palpite o tempo inteiro na vida amorosa
da irmã.
A
opção do diretor Claudio Torres foi a de fazer um filme divertido,
acessível a todos; e talvez seja esse seja seu maior trunfo,
isso significa bilheterias bem acima da média para o padrão
dos filmes nacionais e uma performance aqui no Brasil, de
maior sucesso do que de muitos blockbusters internacionais.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade
Texto
publicado originalmente no blog
Planeta
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