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STAR TREK 2009
Como
um bom clássico, a série de TV produzida nos
anos 60 reside no inconsciente coletivo como uma boa memória,
uma lembrança familiar e reconfortante que sempre pode
ser revisitada em boxsets de DVDs ou em suas nunca interrompidas
reprises da TV.
Mas
alguém lá em Hollywood achou que ainda existia
espaço para algo que ainda não havia sido tentado,
uma atitude perigosa, já que os clássicos são
intocáveis por natureza, mas pelo que se vê nas
telas, parece que valeu a pena arriscar.
A
ação volta no tempo, em alguma data estelar
do passado, a Nave Kelvin investiga uma tempestade de raios
no espaço e é surpreendida por um ataque de
uma nave romulana; em seu comando, o primeiro oficial George
Kirk (Chris Hemsworth) percebe o inevitável e sacrifica
a própria vida para salvar a tripulação,
especialmente a esposa e o filho James Tiberius Kirk, que
nasceu no meio da confusão.
Alguns
anos mais tarde, depois de algumas cenas que mostram o jovem
James como um adolescente fazendo a linha do rebelde sem causa,
retomamos contato com o jovem Kirk na pele do ator Chris Pine,
envolvido em mais confusão com cadetes da Frota Estelar,
em um bar, enquanto tenta cantar a jovem Nyota Uhura (Zoe
Saldana).
E
aos poucos, durante o desenrolar da trama, vemos um a um todos
os personagens da série clássica chegando à
viagem inaugural da mítica USS Enterprise; McCoy (Karl
Urban), Sulu (John Cho), Checov (Anton Yelchin) e Scotty (Simon
Pegg), trazem para as novas telas o velho humor que era um
dos maiores diferenciais da série.
Sei
que na pele dos puristas surge neste ponto uma preocupação,
mas ao que tudo indica a reação dos que têm
ido conferir o filme nos cinemas têm sido positiva;
os fãs têm recebido com entusiasmo a ideia da
retomada dos personagens clássicos.
E
ela foi muito bem feita, diga-se de passagem, a semelhança
física entre o elenco jovem e os atores da série
clássica é impressionante e o visual da produção
também é caprichado.
Resta comentar o roteiro, que dentro do universo particularmente
confuso da ficção científica precisava
fazer sentido, afinal, a série clássica é
famosa por ter até inspirado alguns livros científicos
e os fãs dificilmente aceitariam uma explicaçãozinha
qualquer; a ideia então foi a de criar uma realidade
paralela, justificando o novo recomeço.
Pontos
extras para o diretor JJ Abrams e para os roteiristas Roberto
Orci e Alex Kurtzman que além de "costurarem"
muito bem a retomada da ação, conseguiram captar
perfeitamente a dinâmica dos personagens criados pelo
mestre Gene Roddenberry.
A
presença do ator Leonard Nimoy é mais um prêmio
para os fãs, que com certeza estão inquietos
aguardando pela inevitável sequência, já
nos planos da produção.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade
Texto
publicado originalmente no blog
Pipocando
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