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Te Amarei Para Sempre - The Time Traveler's Wife (2009)
Viagens no tempo são assuntos
mais ou menos recorrentes no cinema, mas romances são
matéria rotineira e Hollywood jamais deixaria passar
uma história onde os dois estão intrinsicamente
entrelaçados como no livro homônimo de Audrey
Niffenegger.
Assim
como em "Algum Lugar do Passado", o amor tem o tempo
como inimigo, Henry (Eric Bana), é um bibliotecário
com um estranho problema genético, em condições
não muito bem explicadas, ele se transporta no tempo,
reaparecendo completamente nú em algum momento relacionado
à sua própria vida no passado ou no futuro.
Nestas
voltas, Henry acaba aprendendo que não tem como mudar
ou interferir nos acontecimentos do passado. Sua primeira
viagem no tempo acontece na infância e graças
a ela, ele sobrevive ao terrível acidente de carro
que mata sua mãe (Michelle Nolden), uma cantora lírica
pouco conhecida.
As
viagens são completamente incontroláveis, mesmo
assim, Henry tenta algumas vezes salvar a vida da mãe,
mas acaba percebendo que por mais que se esforce, é
impossível para ele mudar os acontecimentos do passado.
Em
uma destas viagens, quando está com 36 anos, ele conhece
Clare (Rachel McAdams), uma garotinha de apenas 6 anos que
encantada com as histórias do viajante, passa a infância
esperando pelas visitas constantes do amigo misterioso, enquanto
espera ansiosamente pelo dia em que poderá encontrá-lo
em igualdade de condições para finalmente poder
viver ao lado dele.
E
este encontro acontece na biblioteca em que Henry trabalha,
onde ele é surpreendido pela garota, em um momento
no tempo em que ele ainda não sabe de sua existência;
parece confuso, mas faz sentido dentro das idas e vindas de
Henry.
Mesmo
nesse vai e vem, o romance se desenvolve, já que Clare
esperou pela vida inteira para estar com Henry e ela tem toda
a paciência do mundo para vê-lo desaparecendo
e ressurgindo em momentos chave da vida de ambos e muitas
vezes sentindo-se solitária e sem apoio, nestes intervalos.
Dirigido
pelo diretor alemão Robert Schwentke, o filme é
uma razoável adaptação do livro que o
inspirou, sem vários dos seus questionamentos, é
claro, mas mesmo assim, uma bela história de amor e
paciência para esperar que ele finalmente possa acontecer.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade
Texto
publicado originalmente no blog
Planeta
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