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Uma
ficção que quer ser realidade cria o terror
de "Contatos de 4º Grau"
Mais
uma vez um cineasta convida o público a acreditar que
aquilo que estamos vendo se baseia em fatos reais, sua técnica
desta vez é a recriação com atores de
supostas imagens reais, captadas por câmeras que registraram
no mês de outubro do ano 2000, inexplicáveis
fenômenos em uma pequena cidade do Alaska, chamada Nome.
Segundo
o diretor Olatunde Osunsanmi, a ideia para o filme nasceu
em 2004, quando ele tomou contato pela primeira vez com os
impressionantes relatos da Dra Abigail Tyler, uma psicóloga
que, ao lado do marido, aproveitava a peculiaridade do lugar,
onde metade do ano é dia e a outra metade noite, para
fazer estudos do sono.
Mas
tudo muda, quando seus pacientes começam a relatar
o mesmo problema: por volta das 3 da manhã, todos acordam
assustados e percebem a presença de uma coruja branca,
ora na janela, ora dentro do quarto.
E
tudo estaria limitado apenas a uma estranha curiosidade, não
fossem os desaparecimentos e mortes inexplicáveis associadas
aos fenômenos.
Com
a atriz Milla Jovovich interpretando a Dra Abigail em cenas
que muitas vezes apenas reproduzem os tais vídeos,
supostamente reais, o filme cumpre muito bem seu papel de
assustar, adicionando dados cada vez mais perturbadores à
história.
O
título, por exemplo, evoca uma classificação
utilizada por ufologistas para o tipo de contato com alienígenas,
já explorada no cinema por Steven Spielberg no clássico
"Contatos Imediatos do Terceiro Grau" (1977) e se
refere, segundo à abdução.
E
tudo isso, deixando de lado os grandes efeitos especiais e
recursos tecnológicos de última geração,
tão presentes no cinema de hoje em dia.
Seguindo
com uma certa competência a fórmula criada em
"A Bruxa de Blair" (1999), que já gerou o
recente fenômeno "Atividade Paranormal"(2009);
o diretor conta uma história com potencial para criar
no público uma grande curiosidade que dura pelo menos
até o momento em que se encontra um computador conectado
à internet e percebe-se que se trata de mais uma bem
encenada enganação, baseada em fatos reais sim,
mas com possíveis explicações bem mais
simples do que as que o filme quer nos fazer acreditar.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade
Texto
publicado originalmente no blog
Pipocando
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