A
diretora Nancy Meyers, que já tem em seu currículo
filmes como O Amor Não Tira Férias
e Alguém Tem que Ceder está de
volta às telas, mostrando mais uma vez sua predileção
por fazer graça explorando todos os possíveis
desencontros dos relacionamentos amorosos.
No
caso de Simplesmente Complicado, Jane (Meryl
Streep) é uma mulher divorciada há dez anos,
que reencontra o ex-marido Jake (Alec Baldwin) em um hotel,
em Nova York, onde ambos foram para acompanhar a formatura
do filho mais novo.
Em um daqueles golpes inexplicáveis do destino, os
dois terminam uma longa noite de bebedeira dividindo a cama
e se tornam amantes.
O
casal improvável esconde o romance de todo mundo,
incluindo os filhos, criando situações cada
vez mais difíceis em seus encontros clandestinos.
Para Jane, o romance é a oportunidade ideal para
vingar-se da atual esposa de Jake, assumindo o papel de
amante na vida do ex-marido.
Mas
a diversão pela vingança vai aos poucos perdendo
a graça e Jane começa a perceber um outro
interesse amoroso, Adam (Steve Martin), o arquiteto que
é contratado por ela para reformar sua casa.
Com
um triângulo amoroso pronto, Nancy entrega ao público
diálogos inteligentes, piadas divertidas em um filme
que pode até não ser exatamente a mega-produção
que seu elenco sugere, mas que certamente é uma das
coisas mais divertidas a chegar aos cinemas nestes últimos
tempos.
Além
disso, é muito bom ver o trio central, todos com
bem mais de 50 anos, nesta época em que a juventude
é tão valorizada e que o envelhecimento tornou-se
algo imperdoável, fazendo um filme tão bom
de se ver e com uma mensagem tão clara de que o amor
não é um privilégio apenas dos jovens.
Para
os brasileiros, uma curiosidade extra; a presença
do guitarrista Heitor TP, que já fez parte da banda
Simply Red e participa da trilha sonora, como parceiro de
Hans Zimmer, aparece logo nas primeiras cenas, tocando violão
em uma festa.