O
mundo acabou há 30 anos, mas os poucos humanos que
sobreviveram enfretam agora uma época de luta pela
sobrevivência, onde água, comida e os restos
da época em que ainda existia uma civiização,
são bens preciosos disputados em batalhas mortais.
E
neste cenário de horrores, em uma pequena vila que
ainda reúne um grupo de humanos, aparece repentinamente
Eli (Denzel Wahington) um estranho andarilho, que logo chama
atenção de Carnegie (Gary Oldman), o líder
de uma gangue de bandidos que vivem de atacar qualquer pessoa
que cruze seu caminho.
Curiosamente,
os bandidos de Carnegie têm ordens de procurar e recolher
todos os livros que caírem em suas mãos pois
o chefe busca um determinado livro que, segundo ele, teria
poderes muito especiais e seria capaz de transformá-lo
no homem mais poderoso da Terra.
Enquanto
isso, Eli, não quer saber de encrenca, já
que em algum momento do passado ele recebeu como missão
carregar exatamente o livro que Carnegie procura a um lugar
específico no Oeste.
Sendo que sua chegada a este lugar seria a última
chance de salvação da humanidade.
Dirigido
a quatro mãos pelos irmãos Albert Hughes e
Allen Hughes, o filme até que tem um visual interessante,
com as cores propositadamente modificadas, para tons acobreados,
que aumentam ainda mais a sensação de desolação.
Além disso, todos os personagens usam estilosos óculos
escuros quando estão fora das construções,
para evitar perder a visão sob um sol escaldante.
A
novata Mila Kunis faz o papel de Solara, a mocinha que decide
ajudar o heroi em sua importante missão.
As
lutas que acontecem são no melhor estilo kung fu.
Apesar do visual e do estilo, não há o que
salve este western pós-apocalíptico da tolice
de seu roteiro e me espanta ver atores consagrados e respeitados
como Denzel Washington e Gary Oldman participando de um
projeto tão ruim.

Especialmente
Denzel Washington, que se comprometeu tanto com a produção,
a ponto de fazer aulas de lutas marciais para dispensar
o uso de dublês nas inúmeras cenas de batalha.
"O Livro de Eli" entra com méritos próprios
na lista dos piores filmes já produzidos da História
do Cinema e só não consegue ganhar de "Waterworld"
(1995), o pior de todos, porque tem apenas 118 min. de duração,
contra os 135 min. do filme de Kevin Costner.
É... pensando bem... poderia ser pior.