A
fotografia é a melhor coisa desta cinebiografia de
uma das pioneiras da aviação a americana Amelia
Earhart, que como piloto passou toda a vida em busca de
desafios cada vez mais difíceis, até desaparecer
no mar durante o maior deles, em 1937, em algum lugar entre
a Nova Guiné e a California, no trecho final de sua
tentativa de voar ao redor do mundo.
Com
a oscarizada Hillary Swank, no papel título e Richard
Gere como George Putnam, editor e marido da aviadora, o
filme de Mira Nair traduz em belíssimas imagens aéreas
cada uma de suas aventuras.
Em
uma época em que não havia muita tecnologia
com que contar, a coragem e a vontade eram os maiores recursos
nas mãos de Earhart, que assumia sempre posições
consideradas muito modernas para sua época, entre
as décadas de 20 e 30, do século XX.
Feminista
e independente, Amelia tem até mesmo uma relação
amorosa fora do casamento com Gene Vidal (Ewan McGregor),
um executivo da área de aviação e pai
do escritor Gore Vidal.
Reconhecida
em sua época, cortejada por políticos e com
uma imagem de heroína em seu país, a piloto
só parecia estar realmente a vontade, quando voava.
Vale
também observar a incrível semelhança
física entre a verdadeira Amelia Earhart e Hillary
Swank, que aparece no filme, quase sem maquiagem, retratando
alguém que aparentava não ter qualquer preocupação
com moda ou glamour, mas que certamente tinha um estilo
próprio.
O
que é mais incrível é que só
agora Hollywood tenha se lembrado de uma personagem com
uma trajetória tão fascinante que há
muito tempo precisava ser recontada para as novas gerações.