Em
meados das décadas de 80 e 90, uma das mais cultuadas
atrações da tradicional "Sessão
da Tarde", na TV Globo era uma aventura bem pouco usual.
"Fúria
de Titãs" trazia personagens da Mitologia Grega
vivendo uma grande aventura, com muitos efeitos especiais
que envolviam diversos monstros feitos através da
técnica stop-motion.
Dirigido
por Ray Harryhausen, o filme tornou-se um cult por alguns
detalhes como as presenças estelares de Laurence
Olivier, Ursula Andress e Maggie Smith e o próprio
roteiro divertido por si mesmo, que sem a pretensão
dos grandes épicos das décadas anteriores
tornou-se uma obra inesquecível para uma geração
que hoje em dia está com seus 30 e tantos anos.
Um
fime tão marcante que foi escolhido pelo diretor
Louis Leterrier para voltar aos cinemas neste momento muito
especial em que a tecnologia permite ousadias ainda maiores
como o 3D e o público cinematográfico exige
aventuras cada vez mais eletrizantes e cheias de adrenalina.
Mas
embora a história seja a mesma, a da luta de Perseu
(Sam Worthington), um semi-deus, para evitar que os deuses
ciumentos e vingativos destruam a humanidade e a tecnologia
tenha dado aos seus tantos monstros uma maior credibilidade,
o novo filme não tem o mesmo charme do original e
mesmo com a presença de grandes atores como Liam
Neeson e Ralph Fiennes, acaba perdendo na comparação
com clássico dos anos 80.
Não
que seja um filme ruim, pelo contrário, tem uma bela
fotografia complementada por bons efeitos especiais em 3D;
por isso é bem provável que por aqui também
obtenha bons resultados nas bilheterias e faça sucesso
principalmente entre os mais jovens, porque será
muito mais difícil convencer aqueles que viram o
clássico da década de 80, mesmo com seus efeitos
especiais meio toscos, de que se trata da mesma coisa.
Para
estes, certamente, as lembranças das tardes na frente
da telinha sempre serão muito mais doces.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade