Baseado
no famoso game homônimo "Príncipe da Pérsia"
jamais esconde suas origens. Em cenas grandiosas, especialmente
as de seu protagonista, o príncipe Dastan (Jake Gyllenhaal),
apresenta acrobacias fantásticas e só realmente
possíveis nas telas de jogos.
Já
o pano de fundo do roteiro repete uma história conhecida
de todos, uma nação poderosa envia seus exércitos
sobre um pequeno, mas importante país liderado por
Tarmina uma princesa/sacerdotisa (Gemma Aterton) usando
como desculpa a existencia de armamentos que ameaçavam
seu Império.
Mas
como na história recente do Iraque, as alegações
são apenas uma farsa montada pelo poderoso império
para tomar posse de um valioso tesouro protegido pela sacerdotisa.
Claro
que o príncipe, originalmente um pobre garoto de
rua recolhido pelo rei Sharaman (Ronald Pickup), também
é traído pelas reais intenções
de seu império e acaba ajudando a princesa/sacerdotisa
a cumprir sua missão de proteger uma adága
mágica dos homens maus que a desejam e podem causar
a destruição do mundo se a conseguirem.
No
caminho dos dois ainda aparece um divertido sheik (Alfred
Molina), que com suas confusões ajuda a criar uma
boa dose de risadas, mesmo sendo, a princípio, um
dos vilões da história.
Mas
a maior novidade desta eletrizante aventura é mesmo
a direção do top de linha Mike Newell, uma
espécie de adição luxuosa a uma produção
que provavelmente dá o pontapé inicial a uma
nova franquia do grande Jerry Bruckeheimer, o produtor de
nada menos que "Piratas do Caribe".
Sua
presença garante uma belíssima fotografia
para distrair os olhos entre uma luta e outra, porém
não chega a emprestar à Gyllenhaal o maior
diferencial da outra franquia da Disney, o carisma de Johnny
Deep.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade