Ação,
comédia, cenários exóticos, romance,
muita adrenalina e dois grandes nomes do cinema parece a
lista de ingredientes perfeita para criar um bom filme destinado
a ocupar desde a estreia o primeiro lugar na lista de melhores
bilheterias; mas no cinema, assim como na culinária,
nem sempre a união dos ingredientes resulta em um
bom prato.
Existe
sempre um tempero extra que é imprevisivel e que
faz toda a diferença. Esta é a maior lição
que os poderosos do cinema estão aprendendo com "Encontro
Explosivo" (Knight and Day -2010), uma super produção
com todos os ingedientes possíveis para arrebatar
as plateias, mas que no final das contas, não consegue
empolgar.
O
roteiro acompanha June (Cameron Diaz), uma garota que reforma
carros antigos e vai até Wichita buscar peças
para seu GTO clássico e no retorno para casa, no
aeroporto, tentando embarcar para Boston, esbarra em Roy
Miller (Tom Cruise) e passa a viver uma aventura completamente
tresloucada ao lado dele, que se revela um agente secreto
em uma missão solitária e desesperada para
tentar evitar que uma nova fonte de energia caia em mãos
erradas.
No
encalço do heroi, o agente Fitzgerald (Peter Sarsgaard)
deixa uma dúvida sobre suas reais intenções
e está sempre a poucos passos de distância
de alcançar Miller.
Tudo
é muito veloz, perigoso e embora existam poucas pausas
na ação em que o público possa efetivamente
respirar, o filme acaba sendo muito mais uma longa e descartável
sequência de cenas esteticamente bem trabalhadas e
que certamente ficam bem distantes das intenções
do bom diretor James Mangold.
Para
salvar "Encontro Explosivo" do desastre total
apenas o carisma de Cruise e Diaz e a graça de algumas
situações o que considerando as expectativas
e os custos da mega-produção é muito
pouco. Uma pena.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade