O
mês do Oscar já começou e para ajudar aqueles que não têm
tempo, nem disposição para uma maratona cinematográfica a
entender o que verão no dia 26/02 durante a transmissão da
cerimônia pela TV, começamos publicar as críticas de cada
um dos principais concorrentes, suas indicações, trailer e
chances reais de receber estatuetas.
1.
O Artista - The Artist (2011)
Nesta
era em que a técnica permite tudo ao cinema, é surpreendente
que um cineasta escolha fazer seu filme, como se fazia no
início do século XX, mudo e em preto-e-branco.
A ideia do francês Michel Hazanavicius era de prestar uma
homenagem a um estilo de cinema que terminou abruptamente,
com o aparecimento do cinema sonoro.
O
roteiro, escrito pelo próprio não é exatamente
uma novidade e poderia ser descrito como uma fusão
de dois clássicos, o drama de "Nasce uma Estrela"
(1954); com a graça de "Dançando na Chuva"
(1952). O filme conta a história de George Valentin
(Jean Dujardin), uma das grandes estrelas do cinema mudo que
repentinamente se vê desempregado por considerar que
os tais filmes falados, que surgiam naquele instante, eram
apenas uma novidade passageira.
Enquanto vai perdendo seu espaço e sua fortuna, ele
presencia a ascenção de Peppy Miller (Bérénice
Bejo), uma fã que começa como extra em um de
seus filmes e se transforma em uma estrela desta nova era,
conquistando o espaço que ele vai deixando vago.
Com
fotografia e trilha sonora impecáveis, o filme é
uma experiência prazeirosa para quem deseja além
de aproveitar o entretenimento leve, ter a chance de dar um
passeio nostálgico em uma das eras de ouro do cinema.
O
filme foi bem recebido pelos críticos, levou 3 prêmios
das 6 indicações que teve ao Globo de Ouro,
melhor filme (comédia ou musical), melhor trilha sonora
e melhor ator (Jean Dujardin) e recebeu 10 indicações
ao Oscar e é considerado um dos principais candidatos
aos prêmios mais importantes da noite, como o de melhor
diretor e melhor filme.
"O
Artista" chega aos cinemas brasileiros no dia 10/02
2.
Os Descendentes - The Descendants (2011)
Com
os cenários paradisíacos do Havai para explorar,
o diretor Alexander Payne nos convida a examinar mais de perto
uma família com problemas que parecem ir além
daqueles que costumamos encontrar em nosso dia-a-dia.
O
advogado Matt King (George Clooney) é um dos herdeiros
do Rei Kamehameha; e assim, dono de um patrimônio invejável,
que está prestes a crescer ainda mais com a venda de
uma última porção de terra havaiana ainda
intocada, disputada por diversos empresários e cotada
na casa dos bilhões de dólares.
Milionário
e vivendo no paraíso, ele tem muitos problemas, a esposa
Elizabeth (Patricia Hastie), sofreu um acidente de barco e
está em coma no hospital, suas duas filhas Scottie
(Amara Miller) e Alexandra (Shailene Woodley) também
estão em crise tentando absorver a morte iminente da
mãe, cada uma do seu jeito.
E
para piorar a situação, ele ainda descobre que
a esposa o estava traindo com Brian Speer, um corretor de
imóveis interpretado por Matthew Lillard, e antes do
acidente, tinha a intenção de divorciar-se dele.
Aos
poucos Matt vai descobrindo como lidar com as situações
e merece destaque a sensível interpretação
de Clooney, completamente longe dos estereótipos do
galã romântico, ele faz a maior parte das cenas
mal vestido e com a barba por fazer. Mas consegue transmitir
com precisão a situação delicada do personagem.
Com
roteiro adaptado pelo próprio Payne, em conjunto com
Jim Rash e Nat Faxon, a partir do livro homônimo de
Kaui Hart Hemmings, o filme tem a seu favor a bela fotografia
e a atuação de Clooney; e não muito mais
do que isso.
Os
Descendentes ganhou dois dos 5 Globos de Ouro a que foi indicado:
Melhor Filme (drama) e Melhor Ator (George Clooney). Para
o Oscar, o filme recebeu 5 indicações, incluindo
a de melhor filme. E como já levou o Globo de Ouro,
George Clooney é um dos favoritos a levar o prêmio
de melhor ator.