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Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the
Goblet Of Fire - 2005)
Harry
Potter está crescendo, assim como seus desafios; no
quarto e melhor filme da série até então,
o bruxinho que conquistou o mundo nos best-sellers de JK Rowling,
promete alcançar ao mesmo tempo sua melhor bilheteria
e a melhor cotação da crítica cinematográfica.
E
para conseguir cumprir esta árdua missão foi
convocado o diretor britânico Mike Newell (Quatro Casamentos
e um Funeral); o mesmo que recusou o convite para fazer "Harry
Potter e a Pedra Filosofal", o primeiro da série.
Logo
de cara, Mike já teve que enfrentar um problema considerável,
como transformar um texto longo, de mais de 700 páginas
em um filme ágil e, com uma duração dentro
dos padrões do cinema.
Uma
das soluções cogitadas seria lançar o
filme em duas partes, a outra, cortar tudo o que fosse supérfluo.
A
opção pela segunda alternativa pode até
decepcionar alguns leitores, já que ela tira do filme
momentos interessantes dentro da narrativa do livro, como
o estranhamento entre as famílias Dursley e Weasley,
ou a exibição apoteótica das garotas
Veela durante a Copa do Mundo de Quadribol.
Mas
o filme ganha em ação o que não deixa
muito espaço para reclamações; afinal
Harry Potter, aos 14 anos e em seu quarto ano em Hogwarts,
estará mais uma vez enfrentando perigos mortais, durante
as provas do Torneio Tribruxo; uma competição
com cara de Olimpíadas entre os alunos das três
principais escolas mágicas da Europa: Hogwarts, Beauxbatons
e Durmstrang.
Além
de se dedicar à luta contra Lorde Voldemort, sempre
ele, Harry Potter terá outro problema muito mais agradável
para resolver: a sua adolescência!
Harry Potter se apaixona pela colega Cho Chang (Katie Leung),
vai a um baile de gala e descobre que recebeu de brinde, junto
com aquela carga extra de hormônios, uma mistura de
timidez, total falta de jeito para dançar e nenhuma
capacidade para impressionar o sexo oposto.
E
para piorar ainda mais a situação, o amigo de
toda hora, Ron Weasley (Rupert Grint) parece também
estar envolvido numa enorme crise adolescente.
Além
de crescer em tamanho, deixando Daniel Radcliffe parecer ainda
mais franzino, Rupert Grint mostra neste novo filme que seu
talento não se limita às suas impagáveis
implicâncias com Hermione Granger (Emma Watson).
Visualmente,
o quarto filme está muito mais próximo da estética
sombria imposta pelo diretor mexicano Alfonso Cuarón
a "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" do que
dos dois primeiros e o motivo é o próprio desenvolvimento
da saga.
Se os primeiros filmes estavam voltados ao público
infantil, nesta nova produção o público
alvo é o adolescente e adulto.
Nos
EUA "Harry Potter e o Cálice de Fogo" recebeu
a classificação etária PG-13, (menores
de 13 anos só podem assistir se estiverem acompanhadas
pelos pais) e o motivo são as cenas de terror e violência
consideradas muito fortes e assustadoras para crianças
pequenas.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade
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