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Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the
Order of the Phoenix - 2007)
Finalmente,
a espera acabou! Com dois dias de antecedência e muita
expectativa gerada pelas diversas críticas favoráveis,
Harry Potter e a Ordem da Fênix começa a arrastar
uma multidão aos cinemas brasileiros.
As
primeiras sessões começaram à 12:01 do
dia 11/07 e foram recorde de bilheteria, arrecadando internacionalmente
US$ 13,7 milhões, ultrapassando a marca anterior que
era do filme "O Senhor dos Anéis - O Retorno do
Rei".
Algumas
redes de cinema, inclusive, usaram a demanda como desculpa
para aplicar em plena quarta-feira, dia tradicional de descontos
nos cinemas, os preços do final de semana.
E
o público que corre aos cinemas para conferir a aventura
mais emocionante de toda a saga, deve estar preparado para
muita ação, afinal a série de filmes
vem crescendo em dramaticidade e o tom inicial de aventura
infanto-juvenil vai aos poucos cedendo espaço para
climas bem mais sombrios.
Chega
o quinto ano de Harry na Escola de Magia de Hogwarts e o momento
na comunidade mágica é de muito medo e confusão.
Os rumores da volta de Voldemort são rebatidos furiosamente
pelo Ministério da Magia, o Profeta Diário coloca
em descrédito até o grande mago Dumbledore e
Harry percebe que desta vez estará mais sozinho do
que nunca.
O
novo diretor David Yates conseguiu um rendimento ainda maior
do elenco adolescente, especialmente de Daniel Radcliffe que
está expressando muito bem a nova fase de Harry, inicialmente
revoltado com sua situação de isolamento e posteriormente
se encontrando como líder da "Armada Dumbledore".
O
elenco adulto também recebeu o precioso acréscimo
de Imelda Stauton, que conseguiu criar uma Dolores Umbridge
perfeita em cada detalhe descrito no livro.
Mas
a surpresa ficou por conta da estreiante Evanna Lynch que
colocou nas telas a Luna Lovegood que todo o leitor de JK
Rowling imaginava.
Mesmo
resumindo ao máximo as mais de 700 páginas do
livro, a adaptação cinematográfica imprime
um ritmo muito veloz e momentos importantes no livro simplesmente
ficaram de fora, ou passaram pela tela rapidamente, sem qualquer
atenção.
Por
outro lado, quem leu o livro poderá notar que foram
encontradas algumas soluções bem criativas pelo
roteirista Michael Goldemberg, substituindo pela primeira
vez Steve Kloves, ajudaram muito na batalha por um filme mais
curto, sem prejudicar muito o resultado final da aventura.
É
claro que algumas simplificações, como a da
batalha final no Ministério, frustraram as expectativas
de muitos fãs dos livros de JK Rowling, mas mesmo assim,
o filme vale a pena, seja pelos efeitos especiais impressionantes,
pela maravilhosa direção de arte ou pelo carisma
do elenco, que cresce a cada novo filme.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade
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