Figura
central em momentos que ajudaram a moldar a história
do rock nas últimas duas décadas, cantando
em bandas como Soundgarden, Temple of the Dog e Audioslave;
Chris Cornell lança agora seu segundo disco solo
"Carry On".
Uma
coleção de 14 músicas onde a palavra
de ordem é experimentar; a voz de Chris Cornell continua
a mesma, mas os estilos em que ela se expressa neste novo
disco apontam para a diversidade.
Quem
ficar só na faixa de abertura e primeira música
de trabalho não perceberá muita diferença,
afinal "No Such Thing", clima que se estende para
a faixa seguinte "Poison Eye", onde o bom e velho
Chris Cornell de sempre pode ser encontrado, cantando com
garra mais algums daqueles rocks rasgados para se ouvir
com o botão do volume no talo, mas estas faixas são
uma exceção neste disco.
E
já que sua extensão vocal permite, Chris passeia
neste disco pelo blues na ótima "Safe and Sound",
pela soul music em "She'll Never Be Your Man"
e até se arrisca, com sucesso, pelo terreno folk
na bela "Ghosts".
Arriscada
mesmo é a sua versão de "Billie Jean",
sim, aquela mesma, que na voz de Michael Jackson punha todo
mundo para dançar, na voz de Cornell transformou-se
em uma balada quase dramática, mas não por
isso menos "matadora".
O
disco também inclui "You Know My Name",
música tema do novo 007, Cassino Royale e hit imediato
em toda Europa.
Produzido
por Steve Lillywhite, que já trabalhou com U2 e Rolling
Stones, o disco é um trabalho maduro de um artista
que se reinventa e tem tudo para conquistar novas platéias.
Adriana
Maraviglia
Redação Eletricidade