O Protocolo de Auschwitz: Uma história de terror da vida real

Chegando aos cinemas e streamings, no dia 08/04, “O Protocolo de Auschwitz”, filme indicado pela Eslováquia para a pré-lista de candidatos ao Oscar de melhor filme internacional neste ano.  

Dirigido pelo experiente Peter Bebjak, o filme é baseado no livro “What Dante did not see”, de Alfréd Wetzler, e conta a história real de Freddy (Noel Czuczor) e Walter (Peter Ondrejicka),  dois jovens judeus eslovacos, enviados para Auschwitz em 1942, que, em 1944, conseguiram  escapar do campo, levando pela primeira vez informações até incrédulos agentes da Cruz Vermelha sobre o genocídio praticado pelos nazistas. 

A fotografia de Martin Ziaran é quase sem cores, em alguns momentos com a câmera na mão, fechada em close nos atores, seguindo-os enquanto rastejam pela floresta, amplifica a sensação de horror do espectador, a ponto de sentir-se imerso naquela ação. 

Do lado de cá da tela, imaginamos o que aquelas pessoas sentiram, lutando para sobreviver a cada novo dia, a cada novo capricho de monstros sádicos e assassinos. 

A incredulidade dos agentes da Cruz Vermelha no final da dolorosa fuga, ajuda a explicar como os nazistas conseguiram matar mais de 3 milhões de pessoas somente em Auschwitz. 

Infelizmente, tudo o que vemos hoje em dia, com a extrema direita mostrando mais uma vez sua horrível face racista, ignorante e retrógrada pelo mundo, reafirma que a frase que abre o filme, do filósofo George Satayama, é mais verdadeira do que nunca; “Aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repetí-lo”. 

Nos créditos finais ouvimos vozes bastante conhecidas, que frequentam ou frequentaram recentemente os nossos noticiários, neste século 21, inclusive uma que os brasileiros reconhecerão imediatamente, nos levando a única conclusão possível de que nada aprendemos com toda a tragédia da Segunda Guerra Mundial e voltamos a cair na mesma armadilha. 

Adriana Maraviglia

Assista ao trailer de “O Protocolo de Auschwitz”:

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