Drama Imperdoável não empolga

IMPERDOÁVEL - FOTO: REPRODUÇÃO

Final de ano é sempre o momento que os grandes estúdios escolhem para lançar seus filmes mais ambiciosos.

A Netflix, como criadora de conteúdo que tem se mostrado bastante competitiva nas temporadas de premiação nos últimos anos, também segue esta lógica e neste ano coloca algumas fichas no  drama “Imperdoável”.

Dirigido por Nora Fingscheidt, o filme é um remake da série britânica “Unforgiven”(2009), da ITV, que já esteve em cartaz na própria Netflix.

Com roteiro adaptado por Peter Craig, o filme conta a história de Ruth Slater (Sandra Bullock), uma mulher que após cumprir uma longa pena na prisão por um crime terrível tem uma enorme dificuldade para voltar a viver em uma sociedade que se recusa a aceitá-la de volta.

A maior razão para assistir “Imperdoável” é o trabalho de Sandra Bullock que já tem um Oscar em seu currículo por “Um Sonho Possivel” (2009) e pode chegar a terceira indicação ao prêmio de melhor atriz de sua carreira.

A sensacional e super competente Viola Davis divide com Bullock a melhor cena desta produção, mas é só. Dificilmente a atriz conseguirá alguma indicação como coadjuvante nesta produção por seu reduzido tempo de tela.

Quanto ao filme, é um drama razoavelmente bem realizado, interessante, honesto e até humano pois levanta algumas questões importantes sobre a ressocialização de pessoas marginalizadas pela sociedade, como é o caso de ex-presidiários, mas o roteiro não foi muito fundo neste aspecto, uma característica que poderia melhorar um pouco as chances do filme na temporada, já que artisticamente ele não impressiona.

A fotografia assinada por Guillermo Navarro cumpre bem seu papel assim como a trilha sonora do veterano Hans Zimmer.

Na verdade, analisando o filme, acredito que o esforço da Sandra Bullock abrindo mão de qualquer traço de vaidade para interpretar a sofrida ex-presidiária bem que merecia um pouquinho mais de capricho. 

Adriana Maraviglia
@drikared

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